quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Clube do Chopp se reúne nesta quinta no Sahara


A segunda reunião ordinária do Clube do Chopp acontece nesta, quinta-feira, dia 03, no Sahara (altos da Excalibur) durante show do comediante do estilo stand-up, Murilo Gun. O evento è uma realização do Circuito de Humor, produzido em Rio Branco pelas jornalistas Lamlid Nobre e Andréa Zílio e o colunista social, Moisés Alencastro.

Antes, durante e depois do show, os integrantes do Clube, presentes ao evento, poderão degustar e avaliar a qualidade da cerveja servida, um dos objetivos da agremiação.

Na foto, as duas batizadas de Laka e Diamante Negro, se fossem chocolates ,segundo Alan Rick, apòs entrevista de Murilo Gun, no programa Gazeta Entrevista, na tarde desta quarta-feira.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Profissionais de comunicação criam Clube do Chopp


Uma agremiação inédita no Acre está sendo formatada por profissionais de comunicação. Trata-se do Clube do Chopp, que foi fundando na quinta-feira, dia 20, e que tem como objetivo, além de promover encontros semanais de confraternização, avaliar a qualidade dos serviços oferecidos nos bares e restaurantes da cidade.

O Clube não terá sede física, mas já está sendo criado um blog e um site na internet para a divulgação das atividades e avaliação dos estabelecimentos.

“Tudo começou com alguns encontros que realizamos apenas para um happy hour sem maiores pretensões, mas no último que fizemos surgiu a ideia de também prestarmos um serviço de utilidade pública, avaliando os bares que frequentamos e ranqueando aqueles que nos parecem mais agradáveis”, disse a jornalista Andréa Zílio, uma das fundadoras do clube.

De acordo com ela, a ideia é visitar todos os tipos de bares, desde os localizados no centro da cidade aos botecos da periferia. “Nossa avaliação deve ser útil para quem pretende conhece a noite de Rio Branco, principalmente os turistas. Pretendemos informar onde tem a cerveja mais gelada, onde serve o melhor petisco, onde o atendimento é melhor, quem cobra preço mais justo, a qualidade das instalações e outros itens que ainda estamos discutindo. Essa brincadeira pode gerar frutos muito bons como mais um divulgador de produto turístico do Acre”, afirmou.

Nos próximos dias estará sendo publicado, na internet, o blog do clube. Ele está sendo elaborado pelo webdesigner Adaido Neto. Neto também será o responsável pela criação de um site. Segundo ele, o blog e o site terão como característica a interatividade. “Nossa intenção é criar algo onde o membro do clube possa entrar e facilmente fazer sua avaliação do ambiente visitado diretamente no site. Ele argumenta ainda que haverá espaço para a publicação de dicas de drinques e coquetéis, petiscos e outras informações do gênero.

Já o também jornalista Tião Vitor, afirma que o clube tem o caráter aberto, ou seja, qualquer pessoa pode se associar. Entretanto há uma diretoria fixa, formada pelos membros fundadores do clube. “Já temos algumas coisas elaboradas e outras ainda estamos criando, como estatuto, carteira de sócio, blog e site, mas o importante é que o clube já existe de fato e deve crescer e se firmar como uma instituição de amigos que confraternizam sempre. Tudo deve acontecer de forma descontraída, afinal, esse é o nosso principal objetivo. Não temos intenção de visitar bares para beber de graça nos bares que frequentamos, pelo contrário, fazemos questão de pagar pelo que vamos consumir, mas queremos preço justo, qualidade de atendimento e do produto oferecido”, afirma.

domingo, 30 de agosto de 2009

Murilo Gun vai estar em Rio Branco, dia 03


Murilo Gun, 25 anos, pernambucano, é o pioneiro do stand-up comedy no Nordeste. Seus vídeos de humor já foram vistos por mais de 2 milhões de pessoas no Youtube e participou por duas vezes no quadro “Quem Chega Lá” do Domingão do Faustão e da Risospectiva 2008 do Fantástico.

Já participou também de diversos grupos de humor do Brasil, dentre eles Comédia em Pé (RJ), Sindicato da Comédia (RJ), Clube da Comédia Stand-up (SP), Comédia ao Vivo (SP), Deznecessários (SP), Santa Comédia (PR), Cabaret do Diogo Portugal (PR), Em Pé na Rede (PA), além de festivais como o Festival de Teatro de Curitiba, Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro e Circuito Bavaria Premium de Stand-up Comedy.

O seu show sólo “Propaganda Enganosa” já foi apresentado em Recife-PE, Caruaru-PE, João Pessoa-PB, Fortaleza-CE, Maceió-AL, Aracaju-SE, Rio de Janeiro-RJ, Americana-SP e Porto Velho-RO e agora será a vez dos acreanos racharem de rir.

Dia 03, próxima quinta, no Saara (altos da Excalibur).
Informações e ingressos: 68 9987 2498/9212 5538/ 8402 6824

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Olha esse fusca!!!



Muito massa!!!
E pra quem disse que o fusca não é carro, acho um absurdo essa afirmação. Afinal é o único automotor de passeio antigo que persiste, resiste e ainde existe circulando nas ruas por ai.
Olha esse da foto, com tampo do motor transparente em acrilico e tudo. Um charme!!!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ai que sono!

Pode parecer prolixo escrever sobre a mudança de horário no Acre agora que a coisa já entrou em vigor mesmo e depois do que escreveu o geógrafo, físico, pesquisador e consultor da meteorologia, David Friale sobre a hora natural, de quem pego um trecho emprestado:
“Quanto ao Acre, seu território está, praticamente todo, inserido no quinto fuso horário em relação a Londres, como pode ser observado no mapa.É bom lembrar que o nosso estado não se resume à capital e ao canto direito do mapa. É conseqüência da nossa posição geográfica e da grande extensão territorial do Brasil que temos essas diferenças. Isso nos dá o charme de grandeza territorial que realmente somos. Do contrário, todo o Brasil poderia adotar um único horário oficial! Por que somente o Acre deve ficar com o horário natural distorcido?”
As leis da natureza, ao contrário das imposições do Congresso Nacional, são imutáveis. E como seres humanos somos naturalmente imutáveis do ponto de vista biológico, no máximo adaptáveis e em alguns casos.
A mudança a que estamos sendo submetidos tendo que abrir mão de uma hora do dia de ontem deixou a maioria, no mínimo com sono.
Deu dó acordar a criançada para levar à escola. Como se não bastasse o frio, eram, naturalmente falando, 6 horas da manhã, quando o sinal de entrada tocou.
Ouvi uma mãe irritada dizer: “É fácil viver em Brasília e submeter a gente que vive aqui a isso”.
Fiquei a refletir no desabafo, enquanto tentava driblar o estado de sonolência.
Ora vejamos. Pelo que me lembro, não foi à toa que pela mesma força da legislação, o Acre, assim como os demais estados do Norte e do Nordeste foram isentos de praticar o horário de verão, justamente em função da posição do sol nestas regiões.
Como agora foi possível ignorar esse fato natural? Em favor de quem?
As pessoas que tem se posicionado favoráveis não apresentam argumentos suficientemente justos para isso, dizem somente que a lei de 1913 foi uma imposição errada.
Ao contrário, quem tem se posicionado contra baseia-se na ordem natural das coisas.
E eu pergunto: O que vai melhorar na vida do acreano que já está bem habituado ao horário vigente há 95 anos, a se gabar de ter o mesmo horário de New York, a ir ao banco às 9 da manhã, a falar com o pessoal das outras regiões por telefone ou chat e dizer que aqui ainda é de manhã quando lá já e de tarde e que ainda é de tarde quando lá já é de noite, e daí?
Ontem a tarde algumas pessoas foram ao Mercado Velho para uma festa em comemoração a nova hora, a hora dita mais certa.
Na minha opinião estes recursos teriam sido melhor empregados se utilizados para uma consulta popular, um referendo como os nossos vizinhos bolivianos fizeram para dizer sim ou não a autonomia departamental e olha que nas bandas de lá impera o centralismo autoritário de Evo Moralez.
Essa conversa de que a hora imposta pela lei anteriormente foi um erro e que esta hora agora é a hora mais certa tá me dando um sono danado. Zzzz....!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O rio pede socorro


Não é de hoje que o Rio Acre clama por socorro. O período de seca se aproxima e a situação tende a ser mais grave do que ocorreu em 2005. Dados de satélites, previsões, estudos, alertas de todos os meios que mostram isso começam a se intensificar. Mas será que apenas alertar será o suficiente para evitar a forte seca que vem pela frente e que pode até ocasionar um colapso no abastecimento de água da Capital ?
Alerta somente impedirá que os níveis da água do rio continuem baixando e baixando?
Não é de hoje também que estes alertas estão sendo feitos e que toda a responsabilidade é jogada em cima da população, que é claro tem mesmo grande parcela de culpa no processo de degradação do Rio Acre.
Tive a oportunidade de ver a situação de perto e é lastimável.
São centenas de entulhos e lixo jogados rio abaixo pela população ribeirinha, principalmente no perímetro urbano de Rio Branco.
Mas e quanto ao processo de assoreamento do leito intensificado pela extração de areia feita pelas dezenas de dragas de empresas da iniciativa privada espalhadas por quase toda a extensão do rio?
E quanto ao esgoto da cidade que ainda é lançado in natura ?
Ali mesmo no Centro de Rio Branco, nas proximidades do Bairro Cadeia Velha, o canal da maternidade, que corre a céu aberto cortando toda a cidade por entre o Parque da Maternidade deságua suas águas fétidas e escuras ao ar livre, à vista de todos.
Será que isso também não está prejudicando a vida no rio?
Sou leiga no assunto, mas creio que sim e acho que medidas urgentes deviam ser tomadas para resolver esta situação vergonhosa que cheira muito mal bem debaixo do nariz de todos os que podem resolver o problema.
Alertar somente, gastar milhões com campanhas e campanhas em panfletos, vídeos e spots, servem mais para que produtoras e gráficas faturem do que mesmo para conscientizar a população. Não tem ao longo do tempo surtido efeito.
Creio que a fase da informação a respeito está se saturando. É chegada a hora de efetivar medidas que resolvam de fato os problemas e que os agressores do Rio sejam de fato punidos como rege a Lei por somente um peso e somente uma medida.
Ou isso, ou chega de blá, blá, blá.

sábado, 14 de junho de 2008

Autonomia política e administrativa do Acre completa 46 anos


Há exatos 46 anos o Acre saiu da condição de território federal para se tornar estado independente. Em 15 de junho de 1962 era proclamada a autonomia política acreana com a aprovação e sanção da Lei 4.070 de autoria de José Guiomard dos Santos, após tramitar cinco anos na Câmara dos Deputados. Na época, vigia no Brasil o sistema parlamentarista quando Tancredo Neves era o 1º ministro e João Goulart, o presidente da República.

O historiador Marcos Vinícius Neves relatou que para se chegar a esta conquista foram 58 anos de luta. “Na verdade o movimento autonomista teve três fases, começando já em 1904, desde a criação do território quando começaram as lutas armadas”, lembrou.

Segundo ele, até 1920 ocorreram diversos episódios que já significavam a luta dos acreanos pela autonomia. “Neste período aconteceu o assassinato de Plácido de Castro, em 1908. Em 1910, houve a revolta armada em Cruzeiro do Sul, quando o prefeito departamental foi deposto, preso e colocado para descer de bubuia (sic) rio abaixo - daí a origem de que os derrotados políticos descem de balsa. Em 1912, houve a revolta em Sena Madureira e em 1918 foi em Rio Branco por conta dos desmandos do prefeito departamental”, relatou.

Nesta época, de acordo com Marcos Vinícius, começou o período de crise da borracha. “Aí passou a ser um bom negócio depender dos recursos do governo federal”, destacou.

Corocas versus Urucubacas - Em 1930, inicia-se o que o historiador classifica como segunda fase do movimento autonomista. “O período culminou com a revolução de Getúlio Vargas quando começaram a ser formar as primeiras agremiações políticas. No Acre formaram-se de um lado a Legião Autonomista, os Corocas, e de outro o Partido Construtor, os Urucubacas, que eram contra a autonomia. Eles defendiam que o Acre precisava primeiro se construir”, disse Neves.

O resultado desse movimento que tinha de um lado os “Corocas”, como eram chamados os militantes do Partido Construtor pelos adversários da Legião que por sua vez eram chamados de “Urucubacas”, foi considerado frustrado. “Com a Constituição de 1934 não se concebeu a autonomia. O Acre passou a ter representação federal podendo eleger dois deputados federais, através do voto direto da população”, continuou.

Já em 1945 com a Reforma Política do Brasil, Corocas formaram o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) liderado por Oscar Passos e Urucubacas o PSD (Partido Social Democrata), liderado por Guiomard Santos, nomeado governador no período de 1946 a 1950. “Veja que há uma ironia nisso porque o partido de Guiomar Santos era contra a autonomia”, enfatizou Neves.

Ao concluir seu mandato no Executivo, Guiomard Santos é eleito deputado federal com mandato entre 1950 a 1954, quando se reelege para o segundo mandato. “Aí ele percebeu a força da autonomia do Acre e apresentou em 1957 o Projeto de Lei, na Câmara dos deputados. Com isso os papeis se invertem, restando ao PTB ficar contra a autonomia.”, concluiu.
Com o acirramento político verificado nesta época formaram-se os comitês pró-autonomia em várias cidades acreanas. “Cada um tinha suas características próprias. Em Cruzeiro do Sul, por exemplo, foram as mulheres que se mobilizaram”, destacou o historiador.

José Augusto é o primeiro governador eleito

Apesar de ter sido o autor da lei que tornou o Acre estado, Guiomard Santos foi derrotado nas urnas pelo jovem professor de Cruzeiro do Sul, José Augusto, do PTB. “Ele era desconhecido, mas era acreano. Daí a marca do povo acreano de somente eleger acreano para governar. Na primeira vez que puderam escolher já mostraram isso”, enfatizou.

Entretanto o primeiro governador eleito no Acre não pôde concluir seu mandato tendo sido derrubado pelo Golpe Militar de 1964. “Foram 20 anos sem uma nova eleição, mas no período foram nomeados para o governo os acreanos Jorge Kalume – 66 a 70, Vanderley Dantas – 71 a 74, Geraldo Mesquita – 75 a 78 e Joaquim Macedo – 79 a 82”, acrescentou Marcos Vinícius.

Em 1982, com o fim da ditadura e volta da redemocratização, os acreanos vão às urnas e elegem Nabor Júnior – 83 a 86. Depois, Flaviano Melo – 87 a 90, Edmundo Pinto – 90 a 91, quando é assassinado e substituído por Romildo Magalhães – 91 a 94, Orleir Cameli – 94 a 98 e Jorge Viana, único reeleito – 99 a 2006.

“Na verdade, a democracia acreana só tem 28 anos, mas no período em que a população não pôde votar se verifica uma forte participação popular através de outras manifestações, por isso que hoje temos uma cultura tão rica e tão vibrante”, comentou o historiador.

Ele ponderou ainda que a elevação do Acre a condição de estado não significou só uma vitória política, mas também de cidadania e de economia já que com a criação da constituição estadual, os acreanos passaram e gerir seus próprios recursos e arrecadar impostos não dependendo mais somente de dotação orçamentária da União.

sábado, 31 de maio de 2008

Meirelles: “Esses povos existem e estão ameaçados se o governo não der atenção ao assunto”

Durante muito tempo, a existência de índios isolados e arredios na Amazônia e em especial no Acre era ignorada pela sociedade e mesmo pelos governos. Agora, com a publicação de imagens dessa população, através da imprensa local, nacional e internacional, a expectativa da Fundação Nacional do Índio (Funai) é que a repercussão do assunto se desdobre em medidas de apoio e investimento nas ações de proteção da região na fronteira com o Peru, local onde as fotos foram feitas a partir de um sobrevôo de 20 horas nos dias 29 e 30 de abril e 01 e 02 de maio.

O organizador da missão foi o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior (foto), que aos 60 anos, já aposentado continua atuante na defesa destes povos e fazendo constantes alertas para o problema, o que demonstra sua paixão pela causa, da qual ele não se afastou mesmo após vários incidentes.

Meirelles, que é do quadro da Funai e atua há 20 anos nesta área, coordenando a Frente de Proteção Etno-Ambiental do Alto Rio Envira, na fronteira do Brasil com o Peru já sobreviveu a uma flechada que atingiu seu rosto e atravessou pela nuca e em outra situação teve de atirar em um índio arredio, em legítima defesa da vida de seu sogro, que quase foi flechado pelas costas em fuga de uma ataque, entre outros.

Durante a produção do material publicado semana passada - mais de mil fotos e imagens em vídeo produzido em parceria com o governo do estado - os índios de uma etnia não identificada responderam ao sobrevôo atirando flechas no avião, enquanto mulheres e crianças teriam se refugiado na floresta.

Na entrevista a seguir, o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior relata os motivos da operação, porque divulgou as fotos e o que se espera a partir de agora.

É a primeira vez que esses índios são fotografados?

Não. Já fotografei estes índios outra vez. Esses sobrevôos fazem parte de uma rotina da Funai de monitoramento da área. E dessa vez foi uma parceria com o governo do Estado que fez gentileza da pagar o avião e ceder o fotógrafo e o cinegrafista.

Afinal de quem são as imagens?

As imagens são dos índios, mas estão com a Funai, enquanto os índios fotografados forem isolados. Se um dia eles quiserem fazer contato entregaremos para eles porque agora de nada vai adiantar eu passar lá em cima e jogar dinheiro pelo uso dessas imagens prá eles (risos).

Por que só agora a Funai resolveu mostrar essas fotos através da mídia?

Colocamos na mídia somente agora para mostrar que estes povos existem e chamar a atenção do governo brasileiro, para proteção deles que estão ameaçados pelos exploradores de madeira do lado peruano.

Qual é a situação?

Estes índios estão sofrendo ameaças. Eles são os últimos existentes numa das últimas áreas de floresta virgem na Amazônia, que está sendo estuprada ali na faixa de fronteira pelos madeireiros peruanos. Alguma coisa precisa ser feita para preservar ali onde estão as cabeceiras dos três grandes rios da Amazônia, o Juruá, o Purus e o Madeira e se a região não for preservada eles vão acabar.

Quer dizer que o problema é ignorado pelo governo?

Este problema no Peru, extrapola a competência da Funai. Os índios estão correndo de lá pra cá e não dá para esperar a boa vontade dos governos. Eles têm outras prioridades, por isso estamos chamando a atenção através dessa divulgação para que o governo brasileiro tome providências.

O que você está propondo?

O que nós estamos propondo, há 20 anos, nada mais é do que a proteção daquela região. Do lado brasileiro não tem ameaça, pelo menos no Acre, mas a gente tá vendo o que ta acontecendo com os índios em Roraima, Mato Grosso e Rondônia.

Como você espera que o governo brasileiro aja?

Espero que o governo brasileiro apóie o trabalho da Funai, que haja mais repasse de recursos da União que investe pouco na proteção desses povos. Para você ver, até esse sobrevôo tivemos que pedir ajuda para o governo do Estado.

Qual é a prioridade, na sua opinião?

A prioridade é a construção de uma base de proteção em Santa Rosa do Purus. Atualmente temos duas, uma no Tarauacá e outra no Envira (no município de Feijó), que é essa que eu trabalho. Mas nós precisamos de mais atenção e de recursos financeiros para trabalhar.

Quais são as dificuldades da sua atuação?

São muitas, mas só para você ter uma idéia para eu chegar na base, daqui de Feijó são 7 horas de barco.

A demarcação de terras indígenas não resolve a situação? Como está isso?

Existem duas terras indígenas dos povos isolados já demarcadas, que é a dos índios Kampas isolados do Envira e do Alto Tarauacá. E uma terceira já com tudo pronto para ser demarcada também que é a do Riozinho do Alto Envira. Ao todo são 620 mil hectares já demarcadas para esses povos.

Como foi feita esta demarcação?

A demarcação foi toda feita sem contato nenhum com eles, por uma iniciativa da Funai.

Quantas pessoas são?

É difícil saber um número exato só sobrevoando, mas eu estimo que sejam em torno de 500 pessoas de quatro etnias diferentes.

Como você sabe que as etnias são diferentes?

Os povos são diferentes, têm características diferentes, uns tem cabelo logo, outros tem cabelo curto, o jeito que se vestem, as pinturas e pela distância de um grupo do outro que é de cerca de 200 quilômetros.

Então você não sabe que etnias são?

Olha, eu não sei quem eles são, não quero saber e tenho raiva de quem sabe. No dia que eu souber eles estarão fadados à morte.

Por que?

Eles não têm nada que aprender com a gente e nem nós temos nada para ensinar. Os índios que tiveram contato, muitos deles aprenderam a beber, a fumar entre outros problemas. Eles estão muito bem assim isolados. Enquanto puderem ficar assim estarão melhor.

Estes não são os índios invisíveis?

Olha o pessoal chama de “índios invisíveis”, mas isso é invenção de jornalista. Eles não são invisíveis. Há registros de sua existência desde 1910.

Além dos incidentes que você já sofreu, recentemente sua filha sofreu um ataque?

É minha filha Paula que trabalha na base de Tarauacá. Ela levou uma flechada (mas não foi atingida). Isso acontece. Eu mesmo já levei uma flechada no rosto que foi parar na minha nuca.

Como assim? Você não estranha estes fatos?

Quem entra nesse trabalho entra sabendo dos riscos. Tem até uma brincadeira entre nós que eu sempre digo que se alguém acordar de manhã e ver do outro lado do rio a Xuxa e as Paquitas pode se assustar, mas se acordar e der de cara com índios não é para estranhar. Quem manda a gente estar na praia deles?



sábado, 24 de maio de 2008

Marina Silva: “Não saí para desconstituir, mas para instituir um novo acordo político”

A senadora Marina Silva (PT) está neste sábado no Acre cumprindo agenda de entrevistas, visitas e palestra para a militância petista que teve a oportunidade de ouvi-la e lhe fazer perguntas. Foi a primeira vez que esteve no estado após pedir demissão do cargo de ministra do Meio Ambiente.
Na chegada, no Aeroporto de Rio Branco, na noite de sexta-feira, 23, foi recebida com aplausos e flores por inúmeros petistas, entre eles o presidente do partido, Leonardo Brito, o ex-senador Sibá Machado, o senador Tião Viana e o governador Binho Marques.
Na entrevista a seguir, Marina diz, entre outras coisas, que a maior lição dessa experiência é que, na função pública, aprendeu a olhar as coisas de baixo para cima para ver o que está acima dela. No caso a Amazônia pela qual optou constituir um novo acordo político, um novo pacto para que os avanços ocorram, acreditando que poderá contribuir melhor para isso no Senado.
A seguir, os principais trechos da entrevista:

Com a sua saída qual é a expectativa sobre a política ambiental do país?

Há uma expectativa muito grande, dentro e fora do Brasil, em relação aquilo que o Brasil vai fazer em relação aos seus ativos ambientais. Não restam dúvidas de que as pessoas têm no Brasil uma referência em termos de ter uma potência ambiental. Não é a toa que o Brasil é responsável por mais de 11% da água doce do mundo, tem a maior biodiversidade do mundo e tem povos que tem conhecimento associado aos recursos naturais. E assim o Brasil precisa ter uma política ambiental que faça jus à potência que é. De sorte que o que se fizer aqui repercute no mundo inteiro.

E quanto a credibilidade fora do Brasil?

Nestes cinco anos de trabalho, participamos dos principais fóruns internacionais no que concerne a convenção de mudanças climáticas, sobre biodiversidade, convenção de desertificação. Enfim, em todos estes espaços o Brasil foi adquirindo cada vez mais credibilidade e isso é fruto de um trabalho progressivo de muitas pessoas, de muitas mãos e eu fico muito agradecida pelo reconhecimento deste trabalho que vinha sendo feito no Ministério do Meio Ambiente.

A senhora se ressente de falta de apoio do Governo ao seu trabalho?

A minha saída – e eu digo isso o tempo todo – não foi para desconstituir. Foi para instituir um novo acordo político que faça com que o governo brasileiro, do presidente Lula, consolide as conquistas já existentes, avance no sentido da agenda que precisa ser implementada urgentemente no Brasil, que é a do desenvolvimento sustentável, e que não se tenha retrocesso em relação às políticas de combate ao desmatamento da Amazônia, de combate a ilegalidade, como é o caso da medida que foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional que proíbe crédito de bancos públicos e privados para produção em área desmatada ilegalmente, além de outras.

O que levou a senhora a tomar a decisão de sair foram as perdas?

O balanço que eu faço é de que muitas vezes você está diante de uma situação em que você ainda que tenha perdas – como as pessoas falam o tempo todo da questão dos transgênicos, que foi talvez uma das mais emblemáticas – você sabe que está o tempo todo fazendo mediações com outros olhares. Não é a sua vontade unilateral. Agora chega um determinado momento que você percebe que já não reúne as condições objetivas para continuar fazendo a agenda, as políticas nos mais diferentes segmentos avançarem. Então você tem que tomar uma atitude e o meu olhar para a situação foi o seguinte: muitas vezes você fica mexendo as pedras, mas às vezes a pedra a ser movimentada é você mesmo.


Qual foi o primeiro reflexo da sua saída?

Eu tenho certeza que a minha saída criou um movimento interno ao Brasil e fora do Brasil que oferece todas as condições para que o presidente Lula e o novo ministro façam mais e não menos, para que o presidente Lula – como ele próprio disse – leve a cabo de que não haverá mudança na política ambiental brasileira.

A que a senhora atribui essa resposta tão rápida do presidente Lula?

Antigamente quando caía um ministro da fazenda os governos, rapidamente, tinham que dizer que nada ia mudar na política brasileira e na política econômica para dar um sinal para os mercados interno e externo. Nesse momento o próprio presidente Lula falou que não iria haver mudança na política ambiental e isso significa, na minha compreensão, um avanço civilizatório de que, de fato, as pessoas estão preocupadas com o que vai acontecer com os ativos ambientais brasileiros, as florestas, a biodiversidade, o seu imenso potencial natural que ao ser destruído, tanto nos prejudica internamente quanto pode levar a desequilíbrios no planeta.

Qual é, na sua opinião, o desafio do novo ministro?

Nós temos uma oportunidade nova. Um novo pacto, um novo acordo, um novo compromisso que fará com que se coloque a agenda ambiental no centro das decisões do governo e no centro da dinâmica econômica. Este é o desafio do novo ministro e como ele é uma pessoa comprometida com a agenda com certeza eu vou ajuda-lo naquilo que eu puder lá na tribuna do Senado e espero que a gente possa aproveitar essa grande manifestação de apoio da sociedade brasileira - que quer ver o país se desenvolver, mas ao mesmo tempo não quer que esse desenvolvimento acontece em prejuízo das nossas riquezas naturais - para fazer disso uma grande oportunidade de colocar no centro das decisões do governo a agenda do desenvolvimento sustentável.

A senhora não teme que agora haja uma enxurrada de licenciamentos ambientais, já que o novo ministro Carlos Minc é conhecido pela agilidade que deu a esses processos no Rio de Janeiro?

O Minc é uma pessoa comprometida com a questão ambiental. Eu até brinco que nós aqui no Acre aprendemos os be-a-bá do ambientalismo com o ele, com o Gabeira e aqui internamente com o nosso mestre Toinho Alves que foi uma das primeiras pessoas a trabalhar melhor esses conceitos. Então ele (o Minc) é uma pessoa que está há mais de 30 anos nesta agenda e tem uma história com a questão ambiental. Agora, não se trata de simplificações em relação a legislação. A legislação brasileira é uma boa legislação e o que precisamos é de dois movimentos: cada vez mais estruturar os órgãos ambientais tanto do governo federal, que melhorou significativamente nos últimos 5 anos, quanto dos governos estaduais e a qualidade dos projetos que são apresentados para o licenciamento. A qualidade dos estudos de impacto ambiental, os projetos terem em si mesmo preocupações ambientais, incorporando critérios de sustentabilidade.

Não seria essa, então, a razão das reclamações sobre dificuldades para licenciamentos?

Em relação a questão do licenciamento ambiental que às vezes constitui uma polêmica muito grande, não é verdade que se tenha tido dificuldades em se licenciar. A média de licenciamentos até 2003, quando nós chegamos no MMA, era de 145 por ano. A nossa média nesses 5 anos, foi de 230 licenças por ano. Quando nós chegamos nós tínhamos entre 80 e 90 servidores, e destes 90% eram temporários, pessoas que ficavam em rotatividade e não internalizavam competência para o órgão ambiental. Nós fizemos concurso público, treinamos pessoas e hoje são mais de 180 servidores no setor de licenciamento, 90% são efetivos do quadro e apenas 10% são temporários. A qualidade do setor aumentou. No ano de 2007 nós demos 300 licenças sem que nenhuma esteja parada na Justiça em função da qualidade. Isso é algo que devia estar sendo comemorado.

E por que não está?

Porque as pessoas ficaram acostumadas com os atalhos, com a baixa qualidade. O que eles reclamam é muito mais da qualidade que hoje são obrigados a ter - não todos porque tem os que querem fazer e fazem bem feito – do que com a questão de estar demorando. Eu sempre digo que nós nem dificultávamos, nem facilitávamos. Nós cumpríamos a legislação em benefício dos empreendimentos e da questão ambiental.

Essa teria sido a razão das pressões que a senhora sofreu, inclusive da Casa Civil?

Existe um conjunto de fatores que não se pode reduzir a um ou outro elemento. Na verdade ao longo desses 5 anos tivemos avanços significativos na agenda do combate ao desmatamento que caiu 59%, na questão do licenciamento, na agenda dos recursos hídricos, na política florestal brasileira que se aprovou uma Lei, o plano de desenvolvimento sustentável para a Amazônia, enfim foi um conjunto de avanços.
Agora há um engano em se achar que os atalhos são mais fáceis. Não são.
A melhor forma é ir pelo caminho, mesmo que tenhamos que enfrentar dificuldades.
Eu tenho certeza que os arranjos feitos pelo MMA de forma estruturante, dão uma base para o conjunto do governo e para o novo ministro de operar com muito mais vantagem em termo de estrutura do que eu. Até porque os licenciamentos mais complexos já foram feitos.

Quais foram?

O licenciamento do São Francisco era altamente difícil, o da BR 163 e do complexo do Madeira. Isso foi possível graças a capacidade técnica e olhar comprometido de uma grupo de pessoas, de gestores que tem credibilidade para dizer para a sociedade brasileira que as coisas foram feitas com critério, com qualidade social e ambiental se não isso teria acabado também na Justiça.

Como a senhora se sente agora, depois de tudo isso?

Eu me sinto orgulhosa pela oportunidade que Deus e o presidente Lula me deram de estar a frente do MMA. Tenho uma gratidão imensa pela equipe que trabalhou comigo, inclusive aqui no Acre o trabalho do Anselmo no Ibama, junto com o Eufran (Sema) combatendo o desmatamento e tantas coisas que as pessoas não compreendem no momento em que a gente está fazendo, mas depois na história se irá verificar que os atalhos nos levam muitas vezes aos abismos. O caminho nos dá oportunidade de fazer escolhas e diante da crise ambiental que nós vivemos nós só temos uma escolha a fazer: a escolha da defesa da vida, a escolha do desenvolvimento sustentável e de pensar as nossas ações não apenas vinculadas as próximas eleições, mas principalmente ao futuro das próximas gerações.

O que a senhora acha do fato de Jorge Viana ter sido mencionado como seu sucessor?

Não há dúvida de que qualquer situação do governo do presidente Lula, sempre houve a possibilidade do Jorge Viana compor a equipe e nesse momento o presidente não o chamou somente para pedir sua opinião em relação a essa sucessão, mas o próprio Jorge falou o que achou que deveria falar sobre esse encontro com o presidente Lula. Como ele mesmo diz, a contribuição dele independe de estar ou não no governo. Ele tem uma identificação com o projeto e eu até achei corajosa a posição dele em dizer que vai contribuir estando não diretamente envolvido.

Como será a sua atuação de volta ao mandato?

Vou retomar meu mandato, enriquecida com essa experiência de 5 anos, com o olhar de diversos setores: a academia, os empresários, o movimento social e isso irá contribuir para resignificação e atualização do mandato. Neste período de 2 anos e meio que me restam vamos buscar a melhor forma de contribuir com este processo, através do qual o Brasil deve fazer as melhores escolhas e se desenvolva com sustentabilidade social, ambiental, cultural, política e econômica.

A senhora poderia citar exemplos?

Com a minha volta para o Congresso espero em breve que a gente possa aprovar o FPE Verde que cria fundos estaduais de desenvolvimento onde se possa apresentar projetos para recuperação de áreas degradáveis, manejo de pastagem, turismo sustentável e manejo florestal sustentável.

O que a senhora considera ainda um problema a ser superado?

A sociedade no mundo inteiro não abre mão de continuar existindo no futuro e já existem mecanismos, tecnologias e conhecimento para isso. O que nós precisamos é transitar desse modelo insustentável para um modelo sustentável. As coisas não acontecem da noite para o dia. Nós estamos apresentando um conjunto de alternativas para esse trânsito. O problema é que existem alguns que acham que podem continuar fazendo como sempre fizeram e isso não será mais possível. A lei terá que ser cumprida, alternativas terão que ser apresentadas e as pessoas terão que se adaptar a era dos limites em que para fazer as coisas nós temos que agregar qualidade social e qualidade ambiental.

É fácil convencer a sociedade?

As pessoas têm certa dificuldade de lidar com esta agenda e o que eu quero é trabalhar para essa nova visão, estes novos paradigmas e ai tem que ter um pouco de acolhimento no coração. A mim não importa quem era contra ontem o que importa é que as pessoas possam vir para este novo processo. Eu conheço muitas pessoas que se convenceram pelo coração e outras pela razão. Eu quero fazer um movimento de juntar razão e coração.

E o PT? Como seu partido está nesse debate?

O PT deu uma grande contribuição para a democracia brasileira, chegando ao ponto de uma conquista fantástica do ponto de vista de um partido de cunho social e popular que foram os dois mandatos do presidente Lula. Entretanto, existem temas que o partido não se atualizou, não se resignificou como é o caso do desenvolvimento sustentável. O que temos são núcleos atuando sem uma interação sistemática com o conjunto. Por exemplo, nós temos o núcleo do Acre atuando. São várias lideranças ligadas ao estado, atuando com bandeiras de luta sócio-ambientais e isso precisa ser reproduzido para o conjunto.


O que dizer aos que ainda são contra?

Não adianta as pessoas acharem que vão suplantar este debate porque não tem como ir contra a história que está ia para dizer que nós já estamos vivendo sob os efeitos das mudanças climáticas. Os problemas são graves. Podermos ter graves problemas sobre as precipitações de chuva. Se a Amazônia for destruída nós vamos perder chuva no Sul e no Sudeste e isso será uma catástrofe. De sorte que nós precisamos fazer uma aliança generosa entre aqueles que já estão na agenda e aqueles que precisam vir e eu não me importo com as incompreensões porque é fácil defender os interesses dos que já estão aqui. Difícil é defender os interesses dos que ainda não nasceram.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

PT homenageia Sibá Machado


Bastante emocionado, o geógrafo Sibá Machado foi recebido pela militância petista e diversas lideranças que foram a sede do PT na manhã de ontem, convidados pela direção do partido, para homenageá-lo. Acompanhado do ex-governador Jorge Viana, ele recebeu o abraço dos presentes antes de conceder coletiva a imprensa, da qual também participaram o prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim e os presidentes dos diretórios regional e municipal do partido, Rose Scalabrin e Leonardo Brito, respectivamente.

É a primeira vez que Sibá vem ao Acre, após deixar o cargo de senador por conseqüência do retorno automático de Marina Silva ao mandato parlamentar exercido por ele desde fevereiro de 2003, período em que ela permaneceu a frente do Ministério do Meio Ambiente de onde pediu exoneração semana passada.

Durante a coletiva, Sibá Machado disse que apesar de ter sido sondado em Brasília para ocupar algum cargo no executivo federal optou por voltar para o Acre onde além de estar perto das articulações políticas poderá retomar suas atividades acadêmicas na Universidade Federal do Acre (Ufac), suspensas em função do mandato.

“Agora estou a disposição do PT e da Frente Popular. Seguindo o exemplo dado por Marina e Jorge Viana de desapego a cargos resolvi voltar para o Acre e ver como poderei trabalhar pelo meu estado”, disse.

Na ocasião, o assessor especial do Estado, Aníbal Diniz, confirmou que o governador Binho Marques já formalizou convite a Sibá para integrar a equipe de governo, o que deve acontecer no próximo mês.

Segundo a assessoria de Sibá Machado, até lá, ele deverá concluir algumas agendas previamente programadas em alguns municípios do interior na aplicação de ações provenientes de suas emendas parlamentares.

Reconhecimento ao serviço prestado – O presidente do PT, Leonardo Brito, o ex-governador Jorge Viana e o prefeito Angelim fizeram falas de reconhecimento e gratidão ao trabalho de Sibá Machado durante o período que permaneceu no mandato.

“O PT faz este agradecimento publicamente ao Sibá porque ele tem o partido no seu DNA. Foi leal a Marina e ao governo do presidente Lula, sobretudo nos momentos mais difíceis, sendo um defensor intransigente no Senado”, destacou Leonardo Brito.

Jorge Viana acrescentou que Sibá obteve destaque. “Em um cenário de crise nacional ele conseguiu o destaque que poucos conseguiram. Pelo contrário, vários senadores já ficaram décadas no Senado sem conseguir destaque algum”, comentou.

Angelim por sua vez enfatizou que a atitude de Jorge, Sibá e Marina serve de exemplo. “Eles deram uma demonstração de desapego a cargos porque o nosso projeto é coletivo de melhoria da qualidade de vida de todos. O PT sabe seguir seu próprio destino”, concluiu.

terça-feira, 20 de maio de 2008

A base de tudo

Acredito que neste problema da violência contra a mulher, o Estado e as entidades feministas precisam olhar para o agressor com outros olhos. Punir apenas, levando homens à prisão não melhora a sociedade, não diminui a incidência. Mas contribui para o aumento da população carcerária e desestrutura ainda mais as famílias.
Fico em dúvida quanto aos números apresentados durante seminário de avaliação da aplicação da Lei Maria da Penha. Os registros reduziram. É fato. Mas o que será que realmente aconteceu?
Os homens deixaram de agredir ou foram às mulheres que deixaram de denunciar porque não querem perder o parceiro para as grades da prisão?
É complexa a questão. Sem dúvida que é.
Talvez a criação de políticas públicas de reconstrução das famílias e dos relacionamentos através de acompanhamentos psicológicos ao homem agressor pudesse funcionar.
As autoridades e os estudiosos reconhecem que os jovens agressores de hoje são fruto da desestrutura familiar e de infâncias ultrajadas pela violência doméstica. Há nesta afirmação, a mensagem subliminar de que uma família equilibrada pode ser a solução de diversos problemas sociais: a violência, a prostituição e as drogas são alguns deles.
Porque então não se investir nisso? Nas famílias, na recomposição de lares.
Dizer que em “briga de marido e mulher ninguém mete a colher” é uma chaga aberta que precisa ser fechada de forma eficiente tanto do ponto de vista físico, quanto emocional e cultural.
Acredito que em briga de marido e mulher alguém precisa interceder a partir do foco desta desavença. Apenas desagregar um casal significa deixar crianças sem pai, quando muitas vezes elas já até perderam a mãe. O que farão elas na juventude? Sem dúvida entrar para as estatísticas cruéis da delinqüência juvenil.
Não se pretende fazer aqui uma generalização de fatos. Há casos e casos. E é nesta diversidade que podem haver casos solúveis, ou seja, aqueles onde mais do que salvar a própria vida, o casal esteja ansiando pela reconciliação, mas sozinhos não sabem como fazer isso por fatores da personalidade de cada um que a psicologia e a religião podem explicar e solucionar melhor.
Sob o olhar cristão, entende-se que a família é o maior legado deixado por Deus na Terra e por isso mesmo o principal alvo de satanás. Talvez o que já foi dito anteriormente explique porque destruir famílias é a ação do inferno e salvá-las a ação dos Céus.
Não é á toa que nas escolas ou nas igrejas, sociólogos, educadores, psicólogos e religiosos concordam que a família é a base de tudo. Também creio nisso!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A ministra dos bagres

Marina Silva pensou muito antes de decidir pedir sua exoneração do cargo de ministra do Meio Ambiente. Ela foi a primeira a ser anunciada pelo presidente Lula e sua presença na equipe desde o primeiro dia de mandato, representava prestigio internacional junto aos organismos ambientais governamentais e não-governamentais e respeito a luta pela preservação ambiental e em especial a Amazônia.
Mesmo que fosse para defender somente os bagres do rio Madeira, Marina não abriu mão de seus princípios. Não se curvou aos interesses econômicos sustentando-se na elegância, na educação e, sobretudo na sua fé, enquanto pôde permanecer no limite das divergências.
Por causa dos bagres do rio Madeira, ameaçados pela construção das usinas hidrelétricas Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, Marina foi por muito tempo, chamada de “a ministra dos bagres”, porque as obras – parte da bandeira desenvolvimentista do governo Lula - dependiam do licenciamento ambiental, não recomendando pelo Ibama.
Mas Marina não era somente a ministra dos bagres. Ela era também a ministra dos pirarucus, dos macacos, das araras, das onças, das seringueiras, das castanheiras, dos ipês, do Pantanal, da Mata Atlântica, dos povos indígenas e das gerações futuras.
Representava a possibilidade real de que os ideais preservacionistas difundidos com maior força, a partir da morte de Chico Mendes, faziam parte das políticas públicas de um país. E não era de qualquer país. Mas o país que detém o pulmão do mundo. O país onde está a Amazônia e toda sua imensurável biodiversidade – a maior do planeta.
De volta ao Senado, Marina manterá e sustentará suas posições. Ficará inclusive mais a vontade para dizê-las. O Brasil perde uma grande ministra, mas o Acre, a Amazônia e o PT recuperam uma grande voz no parlamento.
Só nos resta agora, torcer ou orar – àqueles que tem fé – para que o sucessor de Marina também esteja disposto a receber o título de ministro dos bagres, sob pena de que o desenvolvimento econômico a qualquer preço defendido por aqueles que não tem o olhar de Marina, seja feito para ninguém, pois sem ar, sem água e sem os bagres quem sobreviverá para ver o futuro?

sábado, 3 de maio de 2008

Unidade da Frente



*A Frente Popular do Acre fechou questão em torno da candidatura do prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim a reeleição no pleito de outubro próximo. A foto que ilustra a coluna foi a utilizada pelo prefeito na campanha de 2004.

*Em todos os seminários realizados pelos partidos da coligação o discurso é um só: “manter a unidade do time que está ganhando”.

*’Quiprocó’ mesmo é no interior!

*As candidaturas estão pipocando por todos os lados e as coligações ainda não definiram o que vão fazer.

*A oposição está tendo dificuldade de se articular para enfrentar os adversário.

*Ao contrário do preconiza a FPA, os partidos que se dizem oposicionistas não se organizam, não se unem.

*É como dizem os mais experientes: o Acre hoje está sem oposição política.

*Só para deixar mais claro, o que se vê é cada partido anunciando um candidato próprio ao invés de unificarem posição para fortalecer um nome que possa estar bem no páril.

*Para a Câmara de Rio Branco somente o vereador George Pires declarou que não concorrerá á reeleição.

*Antes mesmo das convenções municipais, muita gente tem se colocado como pré-candidato.

*Os engenheiros vão lançar o nome de Ricardo Araújo que sai para a disputa com o apoio das principais entidades de sua classe.

*E semana que vem o PT acreano deve receber a visita do presidente nacional do partido, Ricardo Berzoini.

*Boa semana!

*Saúde e paz...

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A força do Tião



*Nesta coisa toda da mudança de fuso horário uma coisa não se pode deixar de comentar: a força do senador Tião Viana. Ele demonstrou que tem forte poder de articulação tanto no Congresso Nacional quanto no Executivo. Conseguiu fazer tramitar um Projeto de Lei nas duas Casas Parlamentares e na instância presidencial no período recorde de dois anos, pouco menos ou poucos mais, visto que a PL data de 2006.

*E o povo do Acre que passou 100 anos de Galvez, a Plácido, Chico Mendes e Jorge Viana com um fuso que lhes permitia só levantar da cama com dia claro, vai ter que engolir essa e ir se adaptando como chegou a sugerir o jornalista Leo Rosas, um minuto por dia, até que os relógios tenham que sejam adiantados em uma hora, daqui a 60 dias.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Chuva faz transbordar bueiros e inunda casas em Rio Branco


Os problemas estruturais de Rio Branco, principalmente as deficiências do sistema de drenagem, ficam ainda mais visíveis em dias de chuva. Ruas alagadas, bueiros transbordando e casas inundadas foram algumas das cenas possíveis de serem vistas na tarde de ontem após algumas horas de chuva. Que o digam os moradores da Rua São Gabriel, no bairro do Aviário. O bueiro que corta o bairro transbordou naquela região e inundou as casas de cerca de 10 famílias residentes no local.
Móveis estragados, mau cheiro de esgoto, doenças de pele são alguns dos problemas relatados por eles. A dona de casa Maria Gorete Lima, 53, estava indignada com a situação. Segundo ela, há 30 anos os problema existem. “Nós já fizemos abaixo assinado, procuramos a Prefeitura, mas ele nunca resolveram a situação, a gente vive aqui esquecido. Eles só não esquecem a gente na hora de enviar o boleto do IPTU, que pagamos todos os anos e não vemos benfeitoria nenhuma aqui”, disse.
Outro morador, Marcelo Feitosa, 36, disse que há anos tem um problema de pela na parte de baixo das pernas, entre o joelho e o tornozelo e disse que é de entrar na água de esgoto para retirar os móveis. “Toda que chove alaga aqui e a gente tem que entrar nessa água pra não perder tudo”, reclamou.
Já o morador Mauro Alexandre, 31, que mora há 7 anos no local, disse que eles esperam que o projeto de abertura da rua e desobstrução do bueiro saia do papel. “A gente sabe que existe um projeto, pelo menos já disseram isso pra gente. Agora o que queríamos que se tornasse realidade. É um absurdo essa situação aqui’, lamentou.
Em outras localidades da cidade como na Avenida Antônio da Rocha Viana, nas proximidades do Instituto Médico Legal, a via estava praticamente intrafegável. O nível da água por pouco não inundava os carros.
Na Avenida Getúlio Vargas, na esquina com a Rua Coronel José Galdino, a situação é ainda mais crônica. A água da chuva se instala no local a ponto de inibir a passagem de veículos. Até mesmo motoristas de caminhonetes maiores preferiam fazer a volta a arriscar alagar o veículo.
Na via principal do Conjunto Manoel Julião não é diferente até mesmo a passagem do ônibus fica prejudicada. Vários estacionamentos ficaram alagados durante horas.
No final da tarde de ontem nenhuma pessoa responsável foi encontrada na Emurb ou na Semsur para explicar o problema.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Nada a julgar

A possibilidade de oficialização do casamento gay é um sinal dos últimos tempos. E de cara já adianto que não tenho nada contra os gays. Ao contrário, tenho e amo vários amigos e amigas que fizeram e assumiram sua opção sexual. São pessoas de bem, trabalhadores, responsáveis, cidadãos e cidadãs guerreiros.
A reflexão que trago objetiva apenas mencionar o fato irreversível de que se levarmos em conta o que dizem as Escrituras Sagradas estamos vivendo o tempo da realização das profecias, do Apocalipse.
E não é só pelo casamento gay não, mas por várias outras evidências. Como a possibilidade de não se usar mais dinheiro para fazer compras. Vai bastar apenas um chip leitor de código de barra. Deu na TV, dias desses.
Quem não tem muita fé pode ler lá em Apocalipse, várias dessas coisas estão prenunciadas.
E estarmos vivendo os últimos tempos – por convicção ou por fé - não é necessariamente uma coisa ruim. Significa que logo as mazelas do mundo serão dizimadas, pois com a vinda de Jesus – que é o que a Bíblia diz que vai acontecer nos últimos tempos – tudo ficará às claras. Os bons e os maus finalmente serão julgados e acabará esta infernal disputa sobre quem está certo e quem está errado.
Tipo, se quem aderiu a um relacionamento gay é filho de Deus ou do diabo, por exemplo.
Assim como conheço muitos deles, também conheço muitos cristãos praticantes, pessoas que vivem verdadeiramente o Evangelho em suas vidas e ouvi uma destas pessoas dizer que não é o fato de uma pessoa estar de relacionando com alguém do mesmo sexo, por si só, que a condenará ao inferno, mas o fato de não ter fé em Deus, não seguir e não praticar Jesus.
“Bastaria isso”, disse ela. “Quando uma pessoa conhece Jesus, as demais coisas são acrescentadas. Acontecem naturalmente com o mesmo prazer, satisfação e alegria”, completou.
Pensando nisso fiz uma analogia ao fato de que de nada adianta uma mãe ou um pai ficarem dizendo a vida inteira pra uma criança não tocar numa tomada por que vai dar choque e também não é deixando-a tomar o choque que vai resolver o impasse ou muito menos com agressões, surras e etc.
Digo, Evangélicos ficarem dizendo que os gays vão por inferno ou o pessoal do movimento GLBT intencionar pedir para retirar da Bíblia as passagens onde são condenadas as práticas homossexuais são excessos de ambos os lados.
Melhor seria que todos conhecessem o Único capaz de tornar possível o impossível – Jesus. A sugestão é que aqueles que o conhecem apresentassem-no aos que ainda não lhe foram apresentados, não apenas com palavras, pregações e sermões, mas com gestos... Amor talvez!

quinta-feira, 27 de março de 2008

Yes! Nós temos pizza e marmelada



*Não sei se o objetivo do protesto dos vereadores da oposição na Câmara Municipal na sessão desta quinta (27) surtiu o efeito que eles esperavam, mas uma coisa garanto pizza cai muito bem após às 10 horas da manhã e marmelada para quem gosta de doce. Hum!!!
*Rodrigo Pinto, que aparece na foto distribuindo pizza para o pessoal da galeria, é da oposição e apresentou um requerimento a Mesa Diretora solicitando a presença dos empresários e do sindicato dos transportes coletivos de Rio Branco para uma sabatina.
*A matéria foi rejeitada e ganhou quem tava por lá com fome hoje de manhã.
*Quem teve seus intentos amofinados foi a vereadora Ariane Cadaxo. Dizem nos bastidores que quando o presidente da Associação dos Homossexuais se lançou candidato a vereador nas próximas eleições, fez o movimento perder uma forte aliada.

*Por isso que eu gosto de política. É muito efêmera, dinâmica e mutável. Ver o empresário Narciso Mendes defender uma candidatura do PT – a de reeleição do prefeito Angelim – na sua TV Rio Branco foi lindo de viver! Eu vi!

* Prefeito Paulinho Almeida, de Plácido de Castro, às voltas na tentativa de explicar a denúncia de uma conselheira de saúde, que afirmou ter ele reformado um imóvel de propriedade de sua família com recursos da Saúde. Ixi!

*Diz ele, que só adequou uma parte do prédio. “Nem reformei tudo. Foi só a parte onde precisava instalar a unidade de odontologia. Isso é coisa de ano de eleição”. Pelo sim, pelo não pegou mal.

*Por hoje é só!

*Vou ali prestigiar meu amigo Andrade Filho que lança oficialmente hoje este interativo veículo de comunicação.

sexta-feira, 21 de março de 2008

O Merla e a greve

*Se perder a cadeira de deputado estadual para Merla - o suplente da vez, do PT- , Josemir Anute, dará lugar a mais uma pulga para a Frente Popular.
* Eu explico!
*É que Merla nada mais é do que filho do prefeito de Feijó, Francimar Fernandes, que não reza muito a cartilha do partido, já se meteu em várias confusões com correlegionários como o deputado Juarez Leitão e um dia desses quase foi submetido a avaliação do Conselho de Ética.
*Vixe!!
*E essa possibilidade de greve dos servidores públicos muncipais prevista para semana que vem tá cheirando a banana queimada.
*Quem tá insuflando o povo a tal movimento senta lá e cá.
*Faz o jogo político do quer mas não diz. Essas coisas...
*No final, acaba aumentando o número de cabelos brancos do prefeito Angelim que mesmo sem anunciar oficialmente se aceita ou não o convite da FPA pra ser candidato a reeleição, já está enfrentando problemas típicos de campanha.
*..mas como ele deve ser o candidato mesmo.
*Dia Santo para os católicos. Sexta-feira de procissão.
*No meu tempo de criança minha vó dizia que a gente não podia nem tomar banho.
*Quanto mais ficar falando da vida alheia.
*Me vou!!!

terça-feira, 18 de março de 2008

Alguns tópicos

*Não acredito em um sentimento de perda efusivo por parte da Frente Popular do Acre em relação ao rompimento com o deputado federal, Sérgio Petecão, que decidiu trilhar candidatura própria a prefeito de Rio Branco. Mas sim respeito a democracia.

*Aliás, fazia tempo que, nos bastidores, Petecão, reclamava de algumas atitudes que lhe deixavam insatisfeito no seio da FPA. Agiu de forma coerente: rompeu.

*Pior é que tem outros insatisfeitos também, que falam, falam, mas continuam ali.

*Aff!

*Concorrida a solenidade de abertura da 3ª Conferência Estadual do Meio Ambiente. A Ministra Marina Silva falou bonito. Disse que é um erro de qualquer governo pensar que faz as coisas para as e que o certo é fazer com as pessoas.

*Semana Santa indica semana curta. Câmara e Assembléia só tem sessão até quarta-feira, dia 19. Na quinta-feira já começa o feriadão.

*Deputado Ney Amorim empolgado com a obra de construção do Parque da Baixada do Sol. Tomara que agora o projeto saia do papel. Faz tempo – desde que eu era menina – os moradores sonham em acordar e almoçar, sem aquele mau cheiro.

*Tudo de bom a festa de aniversário dos meus amigos Jocely Abreu e Moisés Alencastro. Nem só de política vive o homem! Rs!

*A vereadora Maria Antônia do PT, é incansável na luta em defesa dos direitos da mulher, só precisa deixar mais de lado o jeito mineirinho e tirar mais dividendos de seus feitos porque tem gralhas fazendo muito barulho com ações que passariam por invisíveis, não fosse a zuada que fazem!

*Chuva Fina. Temperatura quente. Aquele Mormaço!

*Inté!

segunda-feira, 17 de março de 2008

A paixão de Cristo

Se pararmos pra pensar no significado da Paixão de Cristo vamos inevitavelmente chegar a conclusão de que trata-se do maior exemplo de amor e doação do qual se ouviu falar.

O sacrifício na cruz, a abnegação, a determinação de enfrentar o calvário e ainda o pedido de perdão para os algozes...

Tudo para que, como diz a Bíblia, a humanidade possa ser salva.

A elegância desse ser divino que conhecemos pelo nome Jesus não permite que sua história seja aceita por imposição, mas apenas por fé. Algo tão pequeno na escrita mas tão poderoso em seus feitos. “A certeza das coisas que ainda não são”, diz o evangelho.

A história do homem de Nazaré move o mundo, muda pessoas e ajuda milhares de pessoas a viverem melhor. Crendo que vão vencer, que a doença será curada, que a fome vai passar, que aquele emprego tão sonhado vai sair, que as dívidas vão acabar, que as montanhas se moverão...

O problema é quando nada disso acontece e a espera se torna impossível. A culpa é de Deus?

Não. Definitivamente não.

Eu atribuiria, não culpa, mas uma certa responsabilidade a quem vende esta idéia do ganha, ganha por deixar Jesus entrar em sua vida.

Por que a maioria das pessoas – e eu me incluo entre elas – não consegue viver de fato a paixão de Cristo.

Muitas – aí já não me incluo – só se lembram de sua história às vésperas da Páscoa. Ou pior. Tem gente que só pensa em Páscoa como aquela época do coelhinho e dos ovos de chocolate.

Há pastores evangélicos que dizem que em suas revelações crêem que estamos vivendo os últimos dias quando as profecias anunciadas em Apocalipse começam a se cumprir.

Outros dizem que Jesus só voltará para arrebatar a sua noiva – a Igreja – quando ela estiver pronta, pura, sem máculas.

O certo é que não se sabe nem o dia, nem a hora.

Quem vai para o céu ou para o inferno é algo que não cabe a nenhum ser humano, mortal e que vive sobre este chão determinar.

Esta será uma atribuição somente e tão somente de Deus.

Nem todos os que dizem “Senhor, Senhor!” serão salvos e o “trabalhador da última hora tem o mesmo valor do que trabalha desde a primeira”. Está nas Escrituras.

Agora o mais sublime de tudo isso é ter a certeza de que Jesus, o Homem de Nazaré, o Rei dos Judeus, o Príncipe da Paz, a Rosa de Sarom, Yeshuaramashia tem uma paixão imensurável por todos e por cada um de nós. A Paixão de Cristo sou eu. É você.